Por não aguentar esconder-se nos sentimentos, a louca cometeu um erro...
Revelou-os!
Revelou-os!
O momento exato em que perdeu o juízo foi quando percebeu que não tinha o que lhe era preciso...
Daquele tipo de sentimento que não se qualifica em muito ou pouco, apenas se sente, e ao coração chega como enchente de ternura e emoção.
Limpo e maduro, capaz de se conformar com a negação escancarada, consolidada rejeição.
Livre de obrigações, em meio a tantas desventuras, é natural dos que buscam um novo sentido entre tantos desencantos, um brilho diferente.
Dentro dela, com a certeza de que nada dura para sempre, insiste em permanecer firme, forte e intenso... Afinal é de nobre verdade.
Só as vezes esquece que esquecer é o que seria a salvação, cura para um devaneio cristalino que maltrata um atormentado coração.
E em disritmia, dentro do peito onde a batucada não silencia, em ritmo frenético acelera, dispara, como em descompasso uma banda desafina...
Não só uma banda, mas todo o inteiro...
Mayara C.

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